quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Escrita pacifista

Um pequeno insight: não dá pra expressar pacifismo pela escrita se não for de forma poética. Um dos desafios para a produção de conhecimento pacifista é sobre a forma de se comunicar. Queremos um profundo conhecimento teórico, mas que ele seja apreendido também pelo coração. Ao pretender produzir um conhecimento teórico pacifista, com ferramentas conceituais de análise dos fenômenos sociais e subjetivos, não pretendemos submeter o discurso pacifista à lógica da academia. A academia dispõe de vários mecanismos produtores de violência, de frieza e burocracia, de autoritarismo, de produção de preconceitos, de submissão ao capital e de inação. Por isso, não queremos que se torne uma disciplina de graduação. Nem um curso de extensão. Nem uma revista que pressiona inteletuais para a produtividade mercantil e submete escritos e idéias à competiçãoc om ourtos autores. Queremos a livre expressão e a pluralidade.

Isso que chamamos de Flower Power Studies, nós queremos que inunde os corações de quem está na academia. Que produza diferença. Que desperte. Que mostre os jardins por trás dos muros das universidades. Que pinte as paredes e o chão. Queremos que esse conehcimento se expresse, que seja coletivizado e materializado, e não meramente guardado nas gavetas ou na cabeça de cada um. Queremos superar a violência da linguagem da academia.



Queremos um conhecimento teórico que se expresse pela poesia. Que as escritas não sejam só profundas teoricamente, analíticas, pacifistas, mas também poéticas. Que sejam belas. Que despertem. Que produzam cultura

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