quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Superpopulação não é o problema, superindustrialização é.
O discurso do problema da superpopulação precisa ser abandonado. Primeiro, por ser alarmista. Segundo, por ser derrotista. Terceiro por ser fascista. E quarto, por ser errado. O discurso do problema da superpopulação de Paul Ehlrich reatualiza a teoria populacional malthusiana, o lebensraum da Alemanha Nazista, o darwinismo social de Spencer e o Humanitismo de Quincas Borba (ao vencedor, as batatas). Vê errado o problema e oferece soluções erradas, que criam novos problemas. O que temos que fazer não é competir por recursos, expulsar imigrantes, punir os pobres ou controlar a reprodução. Precisamos é acolher imigrantes, afirmar direitos reprodutivos e enfrentar as desigualdades econômicas e ambientais. Quando se diz que somos 7 bilhões e crescendo, e que nesse ritmo, vamos precisar de quatro Terras para sustentar todo mundo, estamos cometendo um erro. O erro que cometemos é dizer que o problema está nas pessoas. Que, ou temos pessoas demais, ou que essas pessoas estão consumindo demais. É um discurso do ‘bons tempos aqueles em que nem todo mundo tinha geladeira’. Que sugere que o grande problema do mundo é os pobres ficarem ricos, e que estamos tendo problemas por simplesmente termos que alimentar pessoas(!). Então sugerem que cada um faça a sua parte, pequenos sacrifícios. Mas acontece que boa parte da população mundial é pobre, indígena, cigana, aborígene, camponesa ou frugalista e não segue o american way of life. Essas pessoas são expulsas de suas terras por grandes empresas, megaindústrias, estradas, exércitos e agronegócios, e recebem a culpa pela devastação ambiental. Está na hora de rejeitar o discurso da superpopulação e a penalização dos pobres, e de reconhecer a verdadeira causa da devastação ambiental. O problema que temos não é a superpopulação, é a superindustrialização.
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